Resumo da Notícia
Contexto Geral
O conteúdo aborda o protocolo do 112 na Galícia para incidentes envolvendo animais, que determina atuação apenas quando há risco iminente e vital para pessoas. Casos recentes, como o do cão Boro após o acidente ferroviário de Adamuz e o do gato Rayo em Verín, evidenciam limitações do atendimento e geraram críticas. Há posicionamentos oficiais sobre competências municipais e um pedido da Fegamp para atualizar o protocolo.
Principais Pontos
- O protocolo do 112 Galícia só permite mobilização quando há risco para pessoas; não atua em resgates de animais perdidos, caídos em ravinas ou presos em chaminés.
- O caso do cão Boro, perdido após o acidente ferroviário de Adamuz, mobilizou buscas e evidenciou a aplicação do protocolo; o animal foi localizado por bombeiros florestais.
- Relato de chamada ao 112 sobre um cão caído em um penhasco foi recusado; posteriormente, Salvamento Marítimo resgatou a tutora que caiu na água ao tentar salvar o animal, sem ferimentos graves.
- O fotógrafo Pedro Armestre localizou seu gato Rayo preso na chaminé de uma vizinha em Verín; polícia local, Proteção Civil e 112 não atuaram; os bombeiros só poderiam intervir com acionamento do 112; vizinhos realizaram o resgate após três noites.
- A Consellería de Presidencia afirma que o 112 atende incidentes com animais quando há risco iminente e vital, com protocolo “consensuado” com Fegamp, Guardia Civil e serviços de intervenção; em situações graves, as equipes que resgatam vítimas podem recolher animais.
- A Xunta indica que a atenção e proteção a animais são responsabilidade dos municípios, que devem ter recursos; o 112 facilita o contato com meios disponíveis e próximos.
- Em 20 de janeiro, a Fegamp solicitou criar um grupo de trabalho para atualizar o protocolo, motivada por cobranças aos municípios por intervenções de bombeiros em vias municipais e pela possibilidade de reduzir custos acionando primeiro os recursos municipais.
Informações Essenciais
O 112 na Galícia atua em ocorrências com animais apenas quando há risco para pessoas, o que exclui resgates de animais perdidos ou presos, medida que tem detratores. Casos como os de Boro e Rayo demonstram as limitações desse protocolo. A administração regional sustenta que os municípios são responsáveis por recursos de atendimento animal e que o 112 articula contatos locais. A Fegamp pediu a atualização do protocolo, citando custos de intervenções e defendendo o acionamento inicial de meios municipais.
Fonte: eldiario.es