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O naufrágio que levou o Chrysler Norseman

O naufrágio que levou o Chrysler Norseman

Resumo da Notícia

Contexto Geral

Relato sobre o Chrysler Norseman, protótipo que afundou a bordo do transatlântico italiano Andrea Doria em 25 de julho de 1956, descrevendo as circunstâncias da colisão com o navio Stockholm, as características do navio e do carro, e o estado atual dos destroços identificados por um mergulhador.

Principais Pontos

  • O mergulhador David Bright descreveu o Norseman no porão número 2 do Andrea Doria como severamente corroído pela água salgada, reduzido majoritariamente a ferrugem e sucata; os pneus permanecem e ajudaram na identificação.
  • Em 25 de julho de 1956, o Andrea Doria navegava perto de Nantucket, com chegada prevista a Nova York no dia seguinte, quando colidiu com o Stockholm por volta das 23h.
  • O Andrea Doria dispunha de três piscinas externas e decoração avaliada em mais de 1 milhão de dólares, com obras de arte e uma estátua de tamanho natural; em segurança, tinha duplo casco, 11 compartimentos estanques, botes para 1.241 passageiros e 500 tripulantes, além de radar de aviso precoce.
  • O navio tinha tendência a escorar sob grandes forças; com escora acima de 15 graus, os botes não podiam descer, e acima de 20 graus, a água poderia transvasar entre compartimentos.
  • Em área de neblina, Andrea Doria e Stockholm detectaram-se por radar, mas não se comunicaram por rádio; ambos executaram manobras de evasão que culminaram na colisão.
  • O Stockholm atingiu o lado de estibordo do Andrea Doria, causando a morte de 46 passageiros do Andrea Doria e cinco tripulantes do Stockholm; o Andrea Doria ficou com 22 graus de escora e afundou 11 horas depois, com o Norseman a bordo.
  • Desde o início dos anos 1950, a Chrysler encomendava concept e show cars à Ghia, na Itália; no caso do Norseman, o design foi do time da Chrysler liderado por Virgil Exner, com Billie Brownlie e Cliff Voss, e a fabricação ficou a cargo da Ghia.
  • O Norseman era um cupê de quatro lugares com teto “flutuante”, sem pilares A e B, sustentado apenas pelo pilar C; usava vidros experimentais da PPG e tinha interior com instrumentos inspirados na aviação.
  • O carro aplicava tinta luminiscente no dorso dos bancos dianteiros como experimento de iluminação interna e era plenamente funcional, com motor V8 331 ci HEMI (5,4 litros) de 235 cv e câmbio automático Powerflite de duas marchas acionado por botões no painel.
  • Acredita-se que o chassi fosse de um Chrysler 300 retirado da linha de montagem.
  • Há relatos divergentes sobre a cor: a Chrysler indicava dois tons de verde com alguns elementos em vermelho; outras fontes mencionam prata a pedido de Virgil Exner; jornalistas que viram o carro em Turim falaram em dois tons de azul; só existem fotos em preto e branco.
  • A origem do nome é desconhecida; “Norseman” significa “escandinavo”.

Informações Essenciais

O Chrysler Norseman, protótipo desenvolvido pelo time de design da Chrysler e construído pela Ghia, afundou com o Andrea Doria após colisão com o Stockholm em área de neblina perto de Nantucket, resultando em 51 mortes e no naufrágio do navio após 11 horas. O veículo apresentava soluções estruturais e estéticas incomuns para a época, como teto sem pilares A e B e vidros experimentais, além de conjunto mecânico funcional com motor V8 HEMI e câmbio automático Powerflite. Os destroços do carro, identificados no porão número 2 do Andrea Doria, estão gravemente deteriorados; as únicas imagens conhecidas do modelo são em preto e branco e não há consenso sobre sua cor original.

Fonte: motorpasion.com

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