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Crianças são expostas a anúncios prejudiciais online

Crianças são expostas a anúncios prejudiciais online

Resumo da Notícia

Contexto Geral

Relatório da comissária infantil da Inglaterra aponta que crianças são expostas rotineiramente a anúncios online de injeções e pílulas para emagrecimento, além de outros produtos que prometem alterar corpo e aparência, apesar de restrições a esse tipo de publicidade. O documento propõe medidas para limitar a exibição de anúncios a crianças nas redes sociais e reforçar a proteção contra conteúdos considerados prejudiciais.

Principais Pontos

  • A pesquisa envolveu 2.000 crianças de 13 a 17 anos e dois grupos focais, indicando que jovens são “bombardeados” por anúncios de perda de peso e mudança de aparência, mesmo com proibições existentes.
  • Respondentes relataram ver alimentos e bebidas “diet” e produtos para clareamento de pele, que podem ser ilegais no Reino Unido.
  • Conteúdos de beleza foram descritos como “inevitáveis”, incluindo postagens que promovem procedimentos estéticos como preenchimento labial.
  • A comissária Dame Rachel de Souza classificou os posts como “imensamente prejudiciais” à autoestima e defendeu proibir publicidade em redes sociais para crianças.
  • O relatório sugere emendar o Online Safety Act (OSA) para criar dever de cuidado claro às plataformas, impedir anúncios para crianças e ajustar o Código de Prática Infantil da Ofcom para proteger explicitamente contra conteúdo de estigma corporal.
  • A Ofcom afirmou que não tolera priorização de engajamento em detrimento da segurança infantil e disse que a proteção contra estigma corporal já consta do Código sob “conteúdo não designado”, exigindo ação rápida das plataformas.
  • O OSA busca tornar a internet mais segura, sobretudo para crianças, é aplicado pela Ofcom e requer remoção ágil de material nocivo.
  • Dr. Peter Macaulay defendeu o fim da publicidade para crianças nas redes sociais e propôs maior responsabilização das plataformas, melhor aplicação de design adequado à idade e educação para uso crítico.
  • O governo informou ter iniciado consulta nacional sobre medidas para proteger crianças online, incluindo a possibilidade de banir redes sociais para menores de 16 anos.

Informações Essenciais

O relatório indica exposição frequente de crianças a anúncios de produtos para emagrecimento e conteúdos de beleza online, e recomenda proibições de publicidade direcionada a crianças nas redes sociais, mudanças no Online Safety Act e reforço do Código da Ofcom para proteção contra estigma corporal. A Ofcom afirma que tais proteções já existem em seu código e exige ações rápidas das plataformas. O governo conduz consulta sobre medidas adicionais, incluindo possível proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos.

Fonte: bbc.com

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