Resumo da Notícia
Contexto Geral
A exposição "My Frankenstein", de David Salle, na Sprüth Magers, em Los Angeles, apresenta pinturas que combinam um modelo de IA generativa treinado em aspectos de sua própria obra com técnicas tradicionais de pintura, dando sequência à investigação do artista sobre a integração entre aprendizado de máquina e práticas pictóricas.
Principais Pontos
- O artista desenvolveu, em colaboração com um engenheiro, um modelo de IA generativa proprietário treinado com uma seleção de seus trabalhos anteriores para gerar novas configurações de imagens.
- As composições produzidas pela IA formam fundos pixelados, ampliados e impressos em tela, sobre os quais o artista adiciona e repinta camadas de novas imagens.
- A obra "Morning" inclui referências a gêneros tradicionais como natureza-morta, paisagem, desenho de modelo vivo e pintura histórica.
- A pintura "Master and Margarita" (2025) utiliza título de um romance de Mikhail Bulgakov e evidencia a justaposição e “suturas” de imagens.
- O título "My Frankenstein" remete ao romance de Mary Shelley e é apresentado como um reconhecimento do conflito inerente ao uso de uma tecnologia em evolução, advertindo contra metodologias prescritivas.
Informações Essenciais
A mostra reúne telas nas quais composições geradas por um modelo de IA treinado na obra de David Salle são impressas como fundos pixelados e posteriormente retrabalhadas pelo artista com pintura. Entre as obras citadas estão "Morning" e "Master and Margarita" (2025). O título "My Frankenstein" faz referência ao romance de Mary Shelley e indica o reconhecimento, por parte do artista, de conflitos associados à adoção de novas tecnologias.
Fonte: juxtapoz.com