Resumo da Notícia
Contexto Geral
O Partido Popular acusou José Luis Rodríguez Zapatero de utilizar uma “sociedade instrumental” para cobrar da companhia aérea Plus Ultra por meio da empresa Análisis Relevante SL. Em comparecimento à Comissão de Investigação no Senado sobre o caso Koldo, o ex-presidente negou todas as acusações e afirmou não ter qualquer relação com a Plus Ultra ou com o resgate da empresa.
Principais Pontos
- O PP sustentou que Zapatero usou uma empresa “fantasma” para faturar consultorias ligadas à Plus Ultra e afirmou que os relatórios pelos quais ele recebia 70.000 euros brutos anuais seriam uma “estafa”.
- Zapatero negou ser “lobbista” e rejeitou que a empresa fosse “sociedade interposta”, defendendo o valor de seu trabalho. Ele não detalhou o número de relatórios, admitiu que alguns usaram “fontes abertas” e disse ter feito “muitos relatórios orais” para a Análisis Relevante.
- O senador do PP o acusou de estar na “gênese” da criação da Análisis Relevante e afirmou que a empresa teria apenas um cliente (Plus Ultra), nenhum empregado e dois únicos fornecedores: o próprio Zapatero e sua empresa familiar.
- Zapatero declarou não estar na origem da empresa, disse ter sido convidado a participar como consultor após a consolidação do projeto e afirmou não se lembrar da data dessas conversas.
- O ex-presidente negou qualquer relação, direta ou indireta, com a Plus Ultra e com a operação de resgate da companhia, bem como qualquer conversa com o Executivo sobre o tema.
- A Análisis Relevante, de propriedade de seu amigo Julio Martínez Martínez (criada em fevereiro de 2020), pagou a Zapatero 70.000 euros brutos por ano, de 2020 até o ano passado, por serviços de consultoria. Ele disse que faturava como autônomo e recolhia IRPF, afirmando nunca ter tido uma sociedade.
- A empresa também contratou as duas filhas de Zapatero para “trabalhos de marketing”; ele propôs que a empresa delas, What The Fav, realizasse essas tarefas como parte do acordo.
- Julio Martínez recebeu quase meio milhão de euros da Plus Ultra por assessorias externas e está imputado por suposto desvio de parte do empréstimo de 53 milhões de euros concedido à companhia. Zapatero disse que seu amigo lhe comentou ter “alguma relação” com a empresa, sem detalhes.
- Zapatero pediu amparo ao presidente da Comissão de Investigação por considerar as acusações gravemente incriminatórias; o pedido não foi atendido. Ele criticou a convocação urgente e sem motivação e afirmou que o tema da audiência não foi especificado.
- As primeiras perguntas, de representantes da UPN e do Vox, focaram o resgate da Plus Ultra e a consultoria de Zapatero para a Análisis Relevante.
- Questionado sobre uma publicação de meios de comunicação de ultradireita que lhe atribuía um aviso ao amigo, Zapatero classificou a informação como falsa.
Informações Essenciais
Durante a audiência no Senado sobre o caso Koldo, o PP acusou Zapatero de usar a Análisis Relevante SL como “sociedade instrumental” para cobrar da Plus Ultra, enquanto o ex-presidente negou qualquer vínculo com a companhia aérea ou com seu resgate. Zapatero afirmou ter prestado consultoria à Análisis Relevante entre 2020 e o ano passado por 70.000 euros brutos anuais, como autônomo, e confirmou que a empresa do amigo Julio Martínez contratou suas filhas para marketing. O senador do PP alegou que a Análisis Relevante teria Plus Ultra como único cliente e não teria empregados; Julio Martínez recebeu quase meio milhão de euros da companhia e está imputado por suposto desvio de parte do empréstimo público. Zapatero rejeitou todas as acusações e criticou a forma de sua convocação.
Fonte: eldiario.es