Resumo da Notícia
Contexto Geral
Estudo conduzido pela OM Media Trials, em parceria com a Zefr, avaliou como consumidores reagem a anúncios exibidos junto a conteúdos de vídeo gerados por inteligência artificial. A pesquisa aponta que a proximidade de anúncios com determinados tipos de conteúdo de IA pode melhorar ou prejudicar a percepção das marcas, variando conforme a natureza do material.
Principais Pontos
- A pesquisa ouviu quase 5.000 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá, analisando reações a anúncios exibidos após oito tipos de vídeos gerados por IA.
- Anúncios exibidos após conteúdos de IA de sátira, representações juvenis ou artísticos geraram percepções positivas, com marcas vistas como “refrescantes” ou “inovadoras”.
- Houve reações negativas quando anúncios apareceram ao lado de spam de IA ou desinformação sobre figuras públicas.
- A veiculação próxima a conteúdo de IA é apontada como particularmente problemática para setores como serviços financeiros.
- Muitos consumidores têm dificuldade em distinguir conteúdo humano de conteúdo de IA; 32% suspeitaram que conteúdos humanos eram, na verdade, gerados por IA.
- O público tende a acreditar que desinformação gerada por IA sobre figuras públicas é verdadeira.
- Rotular claramente quando um conteúdo é gerado por IA melhorou a opinião sobre a marca para 41% dos respondentes.
- Exemplos citados incluem campanhas com IA que receberam avaliações negativas dos consumidores, como anúncios da Valentino (bolsas) e um comercial de Natal do McDonald’s.
- Estimativa citada indica que 90% do conteúdo da internet poderá ser criado por IA até 2030, segundo a Gartner.
- Em declaração, a OM Media Trials afirmou que a orientação é dar às marcas controle e inteligência para se alinhar aos ambientes de IA adequados e evitar os que geram risco.
Informações Essenciais
A pesquisa indica que a efetividade e o impacto de anúncios ao lado de conteúdo gerado por IA dependem do tipo de material: formatos como sátira, representações juvenis e arte podem favorecer a percepção das marcas, enquanto spam e desinformação geram reações negativas, com maior criticidade para setores sensíveis. A dificuldade do público em diferenciar conteúdo humano de IA e a propensão a acreditar em desinformação reforçam a relevância de rotular conteúdos, prática que melhorou a opinião de 41% dos participantes. A estimativa de expansão do conteúdo criado por IA até 2030 contextualiza a importância dessas decisões de posicionamento.
Fonte: adweek.com