Resumo da Notícia
Contexto Geral
Um estudo sobre remuneração na indústria publicitária dos Estados Unidos identificou que mulheres recebem menos do que homens, mesmo após o controle de variáveis como educação, experiência, horas trabalhadas, localização e tipo de agência. A análise foi conduzida por Jess Watts em parceria com a Dra. Nancy Wayne e o cientista de dados Ryan Crone, com base em 926 respostas válidas de profissionais de publicidade.
Principais Pontos
- Após controles estatísticos, mulheres ganham em média 5% a menos que homens; entre mães, a diferença sobe para 8%; os resultados são estatisticamente significativos.
- A amostra abrangeu mais de 900 profissionais de diferentes tipos de agências, funções e níveis de senioridade; 926 respostas foram usadas na análise final.
- Em percepção, 96% das mulheres acreditam que há diferença salarial de gênero no setor, mas apenas cerca de um terço acha que é pessoalmente sub-remunerada por causa do gênero.
- A transparência salarial é limitada: quase metade das mulheres não entende como as decisões de salário são tomadas em suas organizações.
- Mais de dois terços das participantes já trabalharam em empresas onde funcionários eram desencorajados a discutir salários, prática ilegal pela lei trabalhista federal.
- Mulheres que levaram preocupações salariais a gestores (majoritariamente homens na amostra) relataram maior indiferença ou interrupção das conversas do que homens em pedidos semelhantes; homens receberam respostas mais diretas, mesmo quando negativas.
- O estudo identificou que homens desconfortáveis em trabalhar de perto com mulheres tendem a ganhar mais do que mulheres no geral; Watts atribui esse padrão à “reprodução homossocial”.
Informações Essenciais
O estudo, publicado pela agência independente DNA&Stone, utilizou questionário distribuído em redes profissionais e controlou fatores estruturais frequentemente associados à diferença salarial. Os resultados indicam uma diferença média de 5% nos salários de mulheres em publicidade, chegando a 8% para mães, além de baixa transparência nas políticas de remuneração e diferentes respostas gerenciais a pleitos salariais feitos por mulheres. Também foram observadas discrepâncias entre a percepção de existência do problema e sua identificação em nível pessoal pelas profissionais.
Fonte: adweek.com