Resumo da Notícia
Contexto Geral
O governo federal da Austrália abriu consulta pública para avaliar a introdução de legislação que impeça ou restrinja a publicidade de fórmulas infantis, após decidir não renovar um acordo voluntário que limitava anúncios para bebês de 0 a 12 meses. Paralelamente, uma análise de anúncios online identificou estratégias utilizadas por marcas para promover fórmulas a pais no ambiente digital.
Principais Pontos
- A consulta pública está aberta para contribuições até 10 de abril.
- Até fevereiro de 2025, vigorou um acordo voluntário que proibia publicidade de fórmulas para 0 a 12 meses; o governo não o renovou e considera medidas mais rígidas para coibir a apresentação da fórmula como equivalente ou superior ao aleitamento materno.
- Diretrizes australianas recomendam amamentação exclusiva nos primeiros seis meses; a Organização Mundial da Saúde recomenda continuidade até os dois anos. Em 2022, 37% dos bebês foram exclusivamente amamentados aos seis meses.
- O ADM+S Australian Ad Observatory coletou anúncios: em 2022, de 1.200 adultos via plug-in no Facebook; desde 2025, de cerca de 300 pessoas por aplicativo em Facebook, Instagram, TikTok e YouTube.
- A análise reuniu 158 anúncios de marcas locais e internacionais de fórmulas infantis.
- As táticas de marketing incluíram: destaque de avaliações de clientes; oferta de materiais gratuitos (como livros de receitas e guias de “prova de bebê” para a casa); parcerias com grandes varejistas com botões de “compre agora”.
- Muitos anúncios trouxeram alegações de benefícios nutricionais ou comportamentais, como adição de vitaminas e prebióticos para “melhorar a saúde intestinal”, auxílio para o sono noturno, fortalecimento do sistema imunológico ou proporcionar “um momento de calma” para mães.
- A publicidade online segmenta pais e gestantes com base em buscas, histórico de navegação e eventos de vida, alcançando-os em momentos de incerteza.
- O conteúdo aponta que a publicidade de fórmulas pode confundir pais sobre benefícios nutricionais em relação ao leite materno, reduzir início e duração da amamentação e apresentar a fórmula como solução preferível diante de desafios que podem ser manejados com suporte adequado.
- Algumas peças exibiam imagens de crianças muito pequenas, passíveis de serem confundidas com bebês de até 12 meses; foi identificado um anúncio que promovia fórmula destinada a menores de 12 meses.
- O texto ressalta benefícios do aleitamento materno para mãe e bebê, e observa que a fórmula pode ser essencial em alguns casos, porém tem custo elevado que pode impactar o orçamento familiar no primeiro ano.
Informações Essenciais
A Austrália avalia restringir a publicidade de fórmulas infantis e abriu consulta até 10 de abril, após encerrar um acordo voluntário que limitava anúncios para 0 a 12 meses. A análise de 158 anúncios online coletados em diferentes plataformas detalhou estratégias de promoção, como ofertas, parcerias comerciais e alegações de benefícios à saúde e ao comportamento, além do uso de imagens de crianças muito pequenas. O conteúdo destaca recomendações de amamentação, dados de aleitamento exclusivo aos seis meses em 2022 e aponta preocupações sobre o potencial da publicidade em influenciar decisões dos pais.
Fonte: theconversation.com