Resumo da Notícia
Contexto Geral
Discussão em mesa-redonda no FOA 2026 aborda como combinar tecnologia, inteligência artificial e criatividade para captar atenção e construir confiança do consumidor, reunindo representantes de Telepizza, PyD, Epic Games, L’Oréal, XPLN.AI e Uber Advertising.
Principais Pontos
- A economia da atenção é descrita como cenário atual; o desafio central para as marcas é ganhar confiança de audiências saturadas e mais céticas.
- A mesa-redonda “Man in the mirror” contou com participações de Alejandro Gómez Lizarraga (Telepizza), Laura Escribano (PyD), Juan Cañada (Epic Games), Sergio Aguado (L’Oréal), Sofía Sieiro Portilla (Uber Advertising) e Ambar Le Sidaner (XPLN.AI), com moderação de Antía Sacedón.
- Segundo Laura Escribano, a IA encurta processos, analisa grandes volumes de dados, aprofunda o entendimento do consumidor e permite adaptar ideias rapidamente a diferentes meios e formatos.
- Alejandro Gómez Lizarraga afirmou que a personalização via IA inverte a dinâmica de busca, permitindo que as marcas encontrem os consumidores de forma eficiente e gerem conversão.
- Sergio Aguado destacou limites no uso da IA: a empresa não utiliza IA para criar cabelo em anúncios e defende comunicar quando há uso de IA na publicidade, valorizando a tecnologia para ganhos de eficiência em processos.
- Do ponto de vista regulatório, Laura Escribano apontou que a normativa europeia obriga a informar o consumidor apenas quando há interação com assistentes baseados em IA; em publicidade, a IA é vista como apoio à criação de universos aspiracionais.
- Ambar Le Sidaner defendeu ir além dos KPIs tradicionais e considerar a atenção como indicador-chave em um ambiente com mais impactos e conteúdos.
- A publicidade exterior foi destacada como aliada: segundo InfoAdex, os suportes de Exterior (OOH e DOOH) movimentaram 460,5 milhões de euros em 2025.
- Para Lizarraga, a mídia exterior é menos invasiva e, com a evolução de formatos (digitais e físicos como marquesinas), possibilita comunicação capilar e não intrusiva.
- Aguado ressaltou que o Exterior permanece um dos poucos meios verdadeiramente massivos e vem se transformando por meio da inovação.
- Sofía Sieiro Portilla afirmou que a expansão do DOOH permite adaptar mensagens por local e momento, usando segmentação geográfica para maior relevância.
- Juan Cañada observou que a atenção é escassa e que a indústria atinge limites dos modelos tradicionais; a IA pode ajudar a gerir mudanças constantes.
- Portilla indicou que compreender profundamente a audiência torna a marca mais “humana”, identificando valores como autenticidade, proximidade e presença no dia a dia.
- Escribano reforçou que cada marca precisa treinar as ferramentas de IA com sua própria personalidade e valores definidos.
- Lizarraga afirmou que as marcas devem humanizar-se e atuar como agente cultural, presentes onde a atenção já se concentra, de forma orgânica e nos canais adequados.
- Ambar Le Sidaner salientou a importância de reagir em tempo real e de usar indicadores humanos, como engajamento e atenção, para otimização durante as campanhas; variáveis como dia da semana podem alterar o desempenho.
Informações Essenciais
A mesa-redonda no FOA 2026 discutiu o equilíbrio entre tecnologia, IA e criatividade para captar atenção e construir confiança em um contexto de ceticismo digital. Participantes destacaram aplicações da IA em eficiência, personalização e gestão de mudanças, com defesa de transparência e limites no uso publicitário. A atenção foi apontada como métrica central, e a mídia exterior, especialmente o DOOH, recebeu 460,5 milhões de euros em 2025 e foi citada como meio relevante por sua capilaridade, segmentação e caráter massivo. Houve ênfase na necessidade de compreender profundamente a audiência, humanizar marcas, treinar IA com a personalidade de cada marca e otimizar campanhas em tempo real com indicadores como engajamento e atenção.
Fonte: marketingdirecto.com