Resumo da Notícia
Contexto Geral
O Edelman Trust Barometer 2026 aponta crescimento da “insularidade” na Espanha, com aumento da desconfiança entre pessoas com visões diferentes. O estudo indica estabilidade no índice geral de confiança e apresenta variações por instituição, além de impactos no ambiente de trabalho e diferenças significativas entre faixas de renda.
Principais Pontos
- 75% dos espanhóis demonstram desconfiança em relação a pessoas com valores, opiniões ou abordagens sociais diferentes das próprias.
- O fenômeno atinge homens e mulheres, jovens e idosos, e cidadãos de diferentes ideologias.
- O índice médio de confiança permanece em 45 pontos, quase igual a 2025.
- Confiança por instituição: empresas 54 pontos; meios de comunicação 43; governo 35; confiança nas ONGs cai 4 pontos.
- A diferença de confiança entre altas e baixas rendas chega a 17 pontos, a maior já registrada no país.
- No trabalho, 28% dos empregados dizem que colocariam menos esforço em projetos liderados por alguém com valores diferentes.
- 38% prefeririam mudar de departamento a depender de um responsável com ideias distintas.
- Empregados com mentalidade aberta confiam no CEO em 66%, frente a 49% entre os de mentalidade insular.
- A diferença de confiança se repete em relação a vizinhos e outras figuras de autoridade.
- 74% acreditam que empresas e empregadores devem atuar como mediadores de confiança entre grupos em conflito, atrás de governo (81%) e meios (76%).
- Empresas e empregadores são os que mais se aproximam de cumprir essas expectativas, superando ONGs, meios e governo.
Informações Essenciais
O estudo registra alta insularidade na Espanha, com 75% da população desconfiando de quem pensa diferente, estabilidade do índice geral de confiança em 45 pontos e maior confiança nas empresas (54) em comparação a meios (43) e governo (35), enquanto a confiança nas ONGs recua 4 pontos. A desigualdade na confiança entre faixas de renda atinge 17 pontos. No ambiente profissional, há redução de esforço e preferência por mudança de departamento quando há divergência de valores com a liderança, além de diferenças de confiança no CEO conforme a mentalidade dos empregados. A maioria atribui a empresas e empregadores o papel de mediadores, e estes são os que mais se aproximam das expectativas em relação a outras instituições.
Fonte: marketingdirecto.com