Resumo da Notícia
Contexto Geral
O conteúdo trata da predominância dos marketplaces no e-commerce, com projeções de crescimento global e liderança desse modelo nas vendas on-line, além de detalhar investimentos e estratégias de grandes plataformas no Brasil para acelerar prazos de entrega e ampliar a infraestrutura logística.
Principais Pontos
- Projeção global: a receita do e-commerce deve alcançar US$ 5,36 trilhões em 2026, ante US$ 4,94 trilhões em 2025, com crescimento médio de 8,6%; marketplaces devem concentrar 87% da receita global de vendas on-line B2C de bens físicos, indicando que quase US$ 9 de cada US$ 10 passarão por plataformas.
- Brasil: marketplaces lideram o comércio digital com 71% das vendas; sites próprios respondem por 20% e redes sociais/links diretos por 8%.
- Mercado Livre: 95 pedidos por segundo no 4º tri de 2025; 75% das entregas em até 48 horas; mais de 5 mil operações logísticas e 3,3 milhões de m² de área construída; investimento de R$ 34 bilhões em 2025 para ampliar logística e tecnologia; expansão de 17 para 27 centros de distribuição, todos em modelo fulfillment; 9 aviões dedicados da Gol para remessas distantes; atuação em 18 países da América Latina; no 4º tri de 2025, mais de 120 milhões de compradores únicos e 2,4 bilhões de itens movimentados.
- Amazon: 250 centros logísticos, sendo 100 inaugurados em 2025; Brasil definido como mercado prioritário para investimentos em 2026 em logística, tecnologia e nuvem; R$ 55 bilhões investidos no país em uma década; lançamento do Amazon Now em março, com entregas de mercearia em até 15 minutos, incluindo alimentos frescos e congelados, em 8 grandes cidades; 50% dos pedidos entregues em até 48 horas; mais de 50 milhões de itens entregues em 2025 a membros Prime no mesmo dia ou no seguinte; operação integrada a 38 microcentros com raio de atendimento de 2 km e foco em delivery ultrarrápido.
- Shopee: rede ampliada para 16 centros de distribuição (13 em cross-docking e 3 em fulfillment) e mais de 200 hubs de primeira e última milha; unidade de São Bernardo do Campo com capacidade para cerca de 3,8 milhões de pedidos por dia; mais de 45 mil motoristas parceiros e operadores locais na última milha; redução de 1,5 dia no tempo médio de entrega nacional.
- Vendedores em marketplaces: participação passou de 4% há sete anos para mais de 26% em 2026 (excluídos os que operam exclusivamente nas plataformas); fatores citados incluem menor custo de marketing, acesso a logística robusta e maior confiança do consumidor.
- Magalu/Magalog: 350 mil sellers no marketplace e cerca de 54 milhões de usuários ativos no app; logística transformada em vertical de negócio desde 2024 (Magalog), responsável por 70% das operações das marcas do grupo e 30% de serviços a terceiros; mais de 100 clientes; 21 centros de distribuição (10 em fulfillment), 3 hubs nacionais com cross-docking, 177 bases de last mile e 350 bases parceiras para atender 3.800 municípios; em 139 cidades, entregas em até 2 horas em um raio de 10 km; meta de elevar o fulfillment de cerca de 30% para 50% até 2027; afirmação de que aproximadamente 95% do PIB do consumo on-line passa pela Magalog.
Informações Essenciais
Marketplaces concentram a maior parte das vendas on-line e impulsionam o e-commerce, com alta participação no Brasil e projeções globais de crescimento. Grandes plataformas no país ampliam infraestrutura e adotam iniciativas de entregas rápidas e ultrarrápidas. O número de vendedores atuando via marketplaces aumentou significativamente, e empresas como Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magalu/Magalog detalham expansão logística, metas e volumes operacionais.
Fonte: valor.globo.com