Resumo da Notícia
Contexto Geral
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, comentou em entrevista ao Flow sobre dois álbuns do Metallica, “St. Anger” e “Lulu”, detalhando críticas, percepções e justificativas para suas opiniões sobre cada trabalho.
Principais Pontos
- Sobre “St. Anger” (2003), afirmou que não gosta do disco e apontou o timbre da caixa de bateria como incômodo, descrevendo-o como “forçado”.
- Destacou que “St. Anger” deve ser entendido pelo momento psicológico interno da banda, referindo-se ao documentário “Some Kind of Monster” e citando exposição de conflitos, presença de psicólogo, discussões entre integrantes e o período em que James Hetfield foi para reabilitação e ficou um ano afastado.
- Afirmou que há dois discos do Metallica que enxerga como gesto artístico, comparando essa atitude a referências como Picasso e Andy Warhol, sendo um deles “St. Anger”.
- Sobre “Lulu” (2011), disse que conseguiu ouvir o álbum inteiro apenas uma vez por considerá-lo muito difícil; descreveu o projeto como o Metallica criando base musical para poesias declamadas por Lou Reed.
- Classificou “Lulu” como um “statement artístico espetacular” e fez analogia à peça “4'33” de John Cage para ilustrar a proposta experimental.
- Elogiou a postura do Metallica de não esconder crises por cálculo de imagem e de se expor a riscos.
Informações Essenciais
Andreas Kisser declarou que não gosta de “St. Anger”, mas considera o álbum um retrato do momento psicológico vivido pelo Metallica, exemplificado no documentário “Some Kind of Monster”. Sobre “Lulu”, afirmou ter ouvido o disco completo apenas uma vez devido à dificuldade da audição, descrevendo-o como uma base musical para declamações de Lou Reed e qualificando-o como um gesto artístico contundente. Ele ressaltou a disposição do Metallica em se expor e não ocultar crises por razões de imagem.
Fonte: whiplash.net