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Meta enfrenta processos por anúncios fraudulentos

Meta enfrenta processos por anúncios fraudulentos

Resumo da Notícia

Contexto Geral

A empresa enfrenta uma onda de ações judiciais, investigações e processos coletivos nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido por anúncios fraudulentos no Facebook e Instagram. As acusações afirmam que a empresa lucrou conscientemente com golpes publicitários e que documentos internos projetaram cerca de US$ 16 bilhões em receita de 2024 provenientes desse tipo de anúncio, o equivalente a aproximadamente 10% da receita publicitária anual.

Principais Pontos

  • As ações alegam lucros com anúncios fraudulentos que incluem deepfakes com celebridades, esquemas de pump-and-dump, plataformas de investimento falsas e personificação não autorizada de profissionais financeiros.
  • Documentos internos projetaram que 10% da receita global de 2024 (cerca de US$ 16 bilhões) vieram de anúncios ligados a fraudes, com estimativa de 15 bilhões de anúncios de “alto risco” servidos por dia; 19% da receita publicitária da China (aprox. US$ 3 bilhões) foram associados a golpes.
  • Avaliações internas registraram que a receita de anúncios “arriscados” superaria custos de eventuais acordos regulatórios; implementar verificação universal de anunciantes custaria cerca de US$ 2 bilhões e reduziria a receita em até 4,8%.
  • Caso nos EUA alega facilitação de um esquema de pump-and-dump envolvendo ações da Jayud Global Logistics, com perdas superiores a US$ 500 milhões; um juiz federal na Califórnia rejeitou a ação coletiva em 25 de março, com rejeição aparentemente sem prejuízo.
  • Ação coletiva de profissionais financeiros alega uso indevido de nomes, imagens, vozes e perfis profissionais em anúncios pagos; procuradores-gerais estaduais haviam alertado sobre golpes de personificação e grupos de investimento fraudulentos.
  • A Procuradoria-Geral das Ilhas Virgens dos EUA processou a empresa por “lucrar conscientemente” com golpes e “cobrar a mais” de fraudadores; 42 outros estados também ingressaram com ações, e a Procuradoria-Geral de Nova York emitiu alerta a investidores sobre golpes nas plataformas.
  • Na Austrália, a autoridade de concorrência processa desde março de 2022 por anúncios de criptomoedas com uso de imagens de figuras públicas; uma vítima perdeu mais de A$ 650 mil; o pedido de rejeição do caso foi negado em 2023.
  • No Reino Unido, o regulador identificou 1.052 anúncios financeiros ilegais em uma semana; um grande banco relatou que 80% dos casos de fraude se originam nas plataformas, com 60% das fraudes de compra no Marketplace, 67% das fraudes de investimento no Instagram e aumento de 300% em golpes de personificação no WhatsApp; as plataformas responderam por 61% dos golpes de pagamento autorizado, com £485,2 milhões roubados.
  • Relatos e documentos internos indicaram a criação de um “playbook” para neutralizar reguladores e a manipulação da biblioteca de anúncios, além de solicitações internas de garantias sobre impactos de receita antes de encerrar contas fraudulentas.
  • Um ex-diretor sênior da empresa disse que os níveis reportados “não são defensáveis”; a empresa contestou as projeções como “grosseiras e excessivas” e afirmou que os documentos apresentam “visão seletiva” sobre sua atuação.
  • Tentativas de fraude com deepfakes cresceram 3.000%, com uso de figuras públicas em falsos endossos; no Brasil, imagens e vozes de médicos foram alteradas por IA para promover produtos fraudulentos.
  • O Tech Transparency Project identificou 63 anunciantes de golpes responsáveis por mais de 150.600 anúncios políticos e US$ 49 milhões em gastos vitalícios; em 90 dias de meados de 2025, ao menos 45 gastos somaram mais de US$ 18 milhões.
  • A empresa afirma ter implantado novas ferramentas de detecção em Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger; em 2025, removeu 159 milhões de anúncios de golpe e derrubou 10,9 milhões de contas, com 92% de detecções proativas.
  • Foram desativadas 150 mil contas ligadas a centros de golpes no Sudeste Asiático, em ações com a polícia tailandesa que resultaram em 21 prisões; a meta é atingir 90% da receita de anunciantes verificados até o fim de 2026 (ante 70%).
  • Em fevereiro, a empresa processou anunciantes de golpes no Brasil, China e Vietnã e enviou notificações extrajudiciais a oito ex-parceiros de negócios que ofereciam “serviços de desbloqueio”.

Informações Essenciais

As ações judiciais e investigações alegam que a empresa lucrou com anúncios fraudulentos em suas plataformas e mantinha sistemas de moderação insuficientes, enquanto documentos internos projetaram cerca de US$ 16 bilhões (10% da receita de 2024) provenientes desse tipo de publicidade. Os casos citados abrangem esquemas financeiros, deepfakes e personificação, com números relevantes reportados por autoridades em Austrália e Reino Unido. A empresa contesta estimativas internas divulgadas e informa ter adotado medidas de mitigação em escala, incluindo remoções massivas de anúncios e contas, ações legais contra fraudadores e metas de aumento de verificação de anunciantes.

Fonte: thenextweb.com

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