Resumo da Notícia
Contexto Geral
A notícia esclarece que o filme O Agente Secreto não foi financiado pela Lei Rouanet. Explica como funcionam os mecanismos de financiamento ao cinema brasileiro, destacando a Lei do Audiovisual e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) como fontes de apoio a longas-metragens de ficção e detalha a origem dos 7,5 milhões de reais captados pela produção.
Principais Pontos
- A Lei Rouanet não contempla longas de ficção; ela conecta projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura a patrocinadores via renúncia fiscal, com dedução no IR de até 6% (pessoas físicas) e 4% (pessoas jurídicas). Pesquisa da FGV indica retorno econômico de R$ 7,59 para cada R$ 1 investido por esse mecanismo.
- Longas de ficção são apoiados pela Lei do Audiovisual. O Agente Secreto captou R$ 7,5 milhões do FSA em 2023 e completou um orçamento total de R$ 27 milhões com patrocínios; trata-se de coprodução francesa, neerlandesa e alemã.
- Os recursos do FSA vêm principalmente da Condecine e do Fistel. O PAI 2025 prevê R$ 911 milhões (R$ 330 milhões para produção independente) e, em 2023, foi de R$ 1,2 bilhão. Estudo citado aponta retorno de R$ 15 em impostos para cada R$ 1 investido. Houve ainda apoio de R$ 800 mil da Ancine para a campanha internacional do filme.
Informações Essenciais
O Agente Secreto não utiliza a Lei Rouanet, pois longas de ficção não são contemplados por esse mecanismo. O financiamento do filme ocorreu pela Lei do Audiovisual e pelo FSA, com captação de R$ 7,5 milhões e complementação via patrocínios para um orçamento de R$ 27 milhões, além de apoio da Ancine para divulgação internacional. O FSA é abastecido por Condecine e Fistel, e estudos citados indicam retorno econômico dos incentivos fiscais.
Fonte: veja.abril.com.br